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Privilegiada por sua situação; entre o Mar , as  Termas , a Serra do Rio do Rastro e o Planalto Serrano,  é uma cidade de  colonização   italiana,  que se destaca entre um complexo de cultura originada também por  outras etnias, como: alemã, polonesa , leta e portuguesa.

Passagem, pela rodovia estadual SC-438, de todos aqueles que do planalto Serrano se dirigem às águas termais e às praias de Laguna. Igualmente obrigatório o trajeto para quem demanda das Termas e das Praias em direção à fabulosa Serra do Rio do Rastro.

Neste mesmo raio de 50  quilômetros,  se incluem Urussanga, com sua tradição italiana, além de  Criciúma e Tubarão, dois pólos à margem da BR-101, passagem obrigatória de argentinos, uruguaios, gaúchos, paranaenses e paulistas.

   


Museu ao ar livre

O Museu ao Ar Livre de Orleans, constitui hoje um referencial da cultura orleanense e da região sul do estado, pela importância de seu acervo, que na verdade resgata todas as fases da colonização. Idealizado em 1974 pelo Pe. João Leonir Dall´Alba, do Seminário São José, por ocasião da catastrófica enchente de 23 de março daquele ano.

A destruição causada pela enchente inviabilizou a maior parte das indústrias rurais que ainda funcionavam movidas à força hidráulica e animal. A reconstrução daquelas unidades, engenhos, atafonas e serrarias, ocorreria com base em recursos de um outro estágio tecnológico – a energia elétrica. Pouco sobraria, como na verdade ocorreu, daquelas unidades tradicionais movidas a boi, ou por rodas d´água alimentadas pelos açudes. Havia necessidade de uma ação imediata e de certa envergadura. O que realmente aconteceu. Foi inaugurado a 30 de agosto de 1980. 

Acham-se instaladas no Museu as seguintes unidades: salão comunitário, capela, engenho de farinha de mandioca, estrebaria, casa do colono, cantina de vinho, galpão dos meios de transporte, engenho de açúcar, alambique, olaria, serraria, marcenaria, oficinas artesanais, atafona para moagem de milho, descascador de arroz, moagem de cereais, ferraria, monjolo simples e monjolo de quatro pilões. Os engenhos são movidos por rodas d´água alimentadas por um belo açude e por tração animal. No processo de construção do museu esteve sempre presente a preocupação de respeitar as técnicas construtivas tradicionais. A distribuição das unidades foi feita de modo a permitir uma visitação proveitosa e uma boa visualização do conjunto.

Nem tudo foi doado, como nem tudo foi comprado. A verdade é que a soma dos esforços, a captação de recursos e o enorme volume de peças conseguidas por doação permitiram a concretização deste empreendimento que é ainda hoje único na América Latina, e um dos raros existentes no mundo.

A compra de engenhos se fez necessária porque o objetivo era, acima de tudo, instalar no museu unidades que funcionassem, como de fato vem ocorrendo até os nossos dias com ligeiros reparos. 

Foram plantadas espécies já ameaçadas de extinção que fazem parte de nossa flora. Arvores frutíferas e bastante flores são facilmente encontradas na área, nas respectivas épocas de produção.

 

 
Esculturas do Paredão

Também tem a mão do Pe. João Leonir Dall´Alba a concretização das esculturas feitas no paredão de passagem da estrada de ferro margeando o Rio Tubarão, no centro da cidade.

Foram conseguidos recursos de áreas governamentais para pagamento dos trabalhos profissionais ali executados. Pelo escultor orleanense José Fernandes, o “Zé Diabo”, foram gravados naquela encosta belíssimos painéis representativos de passagens bíblicas.

Trata-se de um conjunto de muita beleza e arte com visitação permanente  de bom número de viajantes, estudantes e turistas. É alvo também de excelentes reportagens nos jornais, revistas e televisões. Trata-se de uma  interessante obra que projeta Orleans no cenário cultural ,  turístico nacional e sul americano.

   

     

Janela Furada

O município é contornado no lado Oeste pela Serra Geral  , despontando na parte norte, no limite inter municipal com Bom Jardim da Serra e Urubici, mas em território Orleanense o famoso Morro da Igreja, com 1822 metros de altitude, Pico mais alto do Estado de Santa Catarina. No local se acha instalada a torre de controle  aéreo do Sindacta que norteia os vôos em toda a região Sul do País.  

Nas imediações do Morro da Igreja, ainda em território Orleanense, próximo ao limite norte com Grão Pará se acha uma das mais importantes obras da natureza e cercada de mistérios e lendas conforme descrito abaixo:

"Sobre esses dois belíssimos acidentes geográficos: Morro da Igreja e Janela Furada existem,  há mais de 3 séculos muitas lendas e até mesmo registros oficiais sobre a existência de mina de prata ou de um provável Tesouro nas imediações onde os padres Jesuítas teriam depositado grande grandes quantidade de peças em ouro, prata e pedras preciosas."  

O livro O TESOURO DO MORRO DA IGREJA,  editado pelo Pe. João Leonir Dall´Alba em 1994, transcreve  além de depoimentos de pessoas que se envolveram em buscas e delas tiveram conhecimento, e documentos oficiais de mais de 200 anos.

 


Igrejas e Comunidades

 

Comunidade de Barracão

Capela Santo Antônio
Padroeiro: Santo Antônio
Distância da Matriz: 12 km

A primeira capela construída na comunidade foi em fevereiro de 1897, uma capelinha de pau-a-pique, em forma de capitel, que no dia da sua inauguração recebeu uma imagem de Santo Antônio, que fora trazida da Itália, então tornou-se o padroeiro da Comunidade.

Em 1904 a pequena capela passou a servir de escola. Mais tarde foi construída uma nova capela em alvenaria, belo templo em estilo romano com traços da arquitetura barroca, que foi inaugurada em 1934. A torre é de 1951 e também a ampliação da capela que ganhou o formato de uma cruz. Vitrais com belíssimas imagens sacras ornamentam as janelas da parte mais antiga da igreja.

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Comunidade de Brusque do Sul

Capela Nossa Senhora das Dores
Padroeira: Nossa Senhora das Dores
Distância da Matriz: 20 km

Logo no início da colonização, os moradores, sentindo a falta de um local para louvar a Deus, reuniram-se e construíram uma capelinha de varas, barro e palha. Faltava, porém, um santo.
Sabendo que na comunidade vizinha de Rodeio havia um quadro de São Sebastião, roubaram-no, e o colocaram na capelinha. Mas os moradores de Rodeio fizeram a mesma coisa, dando início a um vai e vem, que só terminou quando o pároco de Orleans trocou o quadro de São Sebastião pela imagem de Nossa Senhora das Dores, nomeado-a a padroeira da comunidade.

Nova capela, maior que a primeira, foi construída por volta de 1915. O lançamento da pedra fundamental se deu com a grande festa no dia 18 de setembro de 1996. Pe. Santos Sprícigo promoveu um leilão da pedra.

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Comunidade de Chapadão

Capela Santo Adalberto
Padroeiro: Santo Adalberto
Distância da Matriz: 25 km

Imigrantes poloneses chegaram à região por volta de 1896 e se estabeleceram no lugar conhecido como Morro da Palha, dada a abundância de uma espécie de palmeira de folhas largas que eram usadas para cobertura das casas e galpões.

As famílias, muito católicas, reuniram-se nas casas, para rezar, até que foi construída uma pequena capela de madeira bruta e falquejada a machado. Em 1950, na escolha do local para a construção de uma capela melhor e mais ampla, venceram as famílias do Morro da Palha de Cima, lugar também conhecido como Chapadão. A capela, agora de madeira beneficiada, foi dedicada a Santo Adalberto e uma bela imagem foi entronizada no templo. A atual capela foi construída em 1976.

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Comunidade de Curral Falso

Capela São Bom Jesus de Iguape
Padroeiro: São Bom Jesus de Iguape
Distância da Matriz: 26 km

Curral Falso, como comunidade, formou-se ao longo da antiga estrada de tropas da serra do Imaruí. O local era propício para o pouso dos rebanhos, por situa-se na curva de um rio. Parecia um curral, puro capricho da natureza. O nome Curral Falso, possivelmente, deve-se ao fato de os serranos com os seus rebanhos ficarem encurralados, entre rios e montanhas, em dias de enchente.

Em 1926, começou a funcionar a primeira escola, aos domingos, a escola servia de “templo” para as famílias rezarem o terço. Alguns anos mais tarde, foi construída a primeira capelinha que dedicada ao Senhor Bom Jesus de Iguape. A capelinha também dispunha de uma imagem da Imaculada Conceição que fora trazida da Itália.
Mais tarde, a comunidade construiu a atual capela, toda em pedras e rebocada. Foi inaugurada em 1954, mais tarde, foi ampliada e construída uma pequena torre parte frontal.

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Comunidade do Rio Belo

Capela São Bom Jesus de Iguape
Padroeira: São Bom Jesus de Iguape
Distância da Matriz: 04km

As primeiras famílias chegaram no final do século XIX e deram ao local o nome de Rio Macuco. Posteriormente foi alterado para Santa Rosa e, finalmente, Rio Belo.

Já nos primeiros anos, a comunidade construiu uma capela e uma escola, a capela foi dedicada a São Bom Jesus de Iguape, do qual possuíam uma pequena imagem. Todos os anos, no dia 06 de agosto, era celebrada a festa em homenagem ao santo padroeiro. A partir de 1920, por influência das missões, também se passou a celebrar a festa de Santa Cruz, no dia 03 de maio.

Na década de 50, a capela adquiriu um altar de madeira e algumas imagens de santos. Contudo, a comunidade já havia enfraquecido muito.

Em maio de 1981, reacendeu a vontade de ser comunidade novamente, então ficou decidida a restauração da capela e a construção de um salão de festas. Em 24 de julho de 1984 já foi realizada a festa com inauguração da obra.

Não demorou para se perceber que a comunidade necessitava de um salão de festas maior, de salas de catequese e de que a capela não era suficiente para abrigar os fiéis nas celebrações. Optou-se então pela demolição da antiga capela e pela construção de uma maior. A edificação da atual capela teve início no dia 22 de junho de 1998 e foi inaugurada no dia 08 de julho de 2000, ano Jubilar de Jesus Cristo, na festa do padroeiro São Bom Jesus de Iguape.

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Comunidade do Rio Minador

Capela Santa Rita de Cássia
Padroeira: Santa Rita de Cássia
Distância da Matriz: 28km

Quando chegaram os primeiros moradores, não havia estrada nenhuma. Todo trajeto era feito rio acima ou por dentro das matas. Os primeiros moradores, abriram uma trilha para passarem a cavalo. Mais tarde, outras famílias foram se juntando aos primeiros desbravadores.

Durante muitos anos, as famílias do Rio Minador pertenceram a capela de Curral Falso, embora ficasse distante. Somente em 1958 é que foi construída uma capela de madeira, que foi inaugurada no dia 22 de maio, festa da padroeira Santa Rita de Cássia.

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Comunidade de Rio Novo

Capela N. Sra. das Dores – Rio Novo
Padroeira: Nossa Senhora das Dores
Distância da Matriz: 07km

O nome Rio Novo vem do pequeno rio que corta a região, de onde é captada a água que abastece toda a cidade de Orleans atualmente.

Rio Novo e Rio Carlota foram escolhidos para a colônia dos imigrantes da Letônia, os letos, de religião batista. Muitos deles eram pessoas cultas, amantes da música e logo construíram escola, casas de comércio e o templo Batista.

Por volta de 1915, os letos forem vendendo suas terras, e suas propriedades foram sendo adquiridas por colonos de origem italiana. Estes, católicos.

As famílias católicas não tinham um local próprio para rezar. Em 1942, um morador doou uma área de terra para a construção da primeira capelinha que foi feita de madeira serrada a braço, e tinha como sino um pedaço de trilho pendurado, que era batido com uma marreta para avisar o início da missa ou terço, a comunidade elegeu Nossa Senhora das Dores como padroeira.

Em 1956, começou a construção da atual capela, e na sequência também foi construído um grande salão de festas para a realização das festividades da comunidade.

Em 1999, um forte vendaval destruiu por completo o salão e o ginásio de esportes, que estava em construção. Novamente a comunidade se reuniu e decidiu reconstruir o que foi danificado pelo vendaval.

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Comunidade de Três Barras

Capela São Judas Tadeu – Três Barras
Padroeiro: São Judas Tadeu
Distância da Matriz: 28 km

Três Barras leva esse nome por localizar-se quase na confluência de três caudalosos rios: Rio Laranjeiras, Rio da Vaca Mora, Rio Pedra Furada.

Os primeiros moradores foram serranos que desciam a serra para pastorear seu gato no inverno. A partir de 1930, diversas famílias italianas oriundas de Azambuja e Urussanga começaram a adquirir terras na localidade..

Durante muito tempo, as famílias da comunidade reuniam-se para rezar sob uma árvore. Por volta de 1930, em um terreno doado, foi construída a primeira capela. São Judas Tadeu foi escolhido para ser o padroeiro. Para chamar o povo às celebrações, batidas de ferro substituíram o sino por longo anos.

A atual capela, maior que a primeira e de alvenaria, foi construída em novo local e novamente em terras doadas, uma pequena olaria foi montada para fazer os tijolos que eram batidos a mão e levaram um ano para serem fabricados.

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Comunidade de Vila Nova
Capela Santa Luzia – Vila Nova
Padroeira: Santa Luzia
Distância da Matriz: 08 km

Por volta de 1934, na região denominada Ponte de Le Tole (ponde de tábuas), os moradores construíram uma escola e um capitel, onde foi colocado um quadro de Santa Luzia, que foi recuperada de uma antiga capelinha abandonada no Rio Belo Alto. A imagem da santa só foi adquirida por volta de 1955. Os moradores participavam das celebrações religiosas, na comunidade de Rio Pinheiros, onde também era celebrada a festa de Santa Luzia.

No ano de 1974, grande enchente destruiu o capitel e a escola. A imagem, encontrada semidestruída, foi restaurada e ganhou um novo capitel, em parceria com a Administração Municipal.

As celebrações continuavam a acontecer no Rio Pinheiros. Uma moradora da comunidade, com problemas de saúde na família e impossibilitada de deslocar-se até a comunidade vizinha, começou a rezar o terço no capitel, aos domingos. Logo foi seguida por outros moradores e notou-se a necessidade de uma capela e de uma maior organização.

A idéia da construção de uma capela foi aprovada em reunião e as obras foram iniciadas no dia 06 de maio de 1994. Quatro anos depois foi inaugurada a nova capela.

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Rodeio da Anta

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Rio Carlota

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