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Segunda, 06 Agosto 2018 11:45

Orleans mobiliza população para vacina contra sarampo e poliomielite

O município de Orleans por meio da secretaria Municipal de Saúde Orleans começa a campanha de vacinação contra o sarampo e a paralisia infantil (poliomielite) nesta segunda-feira 04 e vai até 31 de agosto. Todas as crianças de um ano e menores de cinco devem ser imunizadas. A Secretaria municipal de saúde está preparada com todas as salas de vacina da rede pública para a vacinação em todo o município. No sábado 18, tem o “Dia D” com atendimento das 8:00 às 17:00 hs.

A enfermeira Sara Pavei, coordenadora da vacinação de Orleans, explica que o objetivo da campanha contra o sarampo e a poliomielite é “captar crianças ainda não vacinadas ou que não obtiveram resposta imunológica satisfatória à vacinação”, minimizando o risco de adoecimento dessas crianças e, consequentemente, reduzindo ou eliminando os bolsões de não vacinados.

 O prefeito Dr. Jorge Koch, conclama os pais e responsáveis, dizendo que eles “têm a obrigação de atualizar as cadernetas de seus filhos”, em especial das crianças menores de cinco anos que devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina.

  

Sarampo

 Em Santa Catarina, o último caso de sarampo registrado foi no ano de 2013. Em 2018, até este momento, foram aplicadas 37.519 doses da vacina tríplice viral em crianças de 1 ano de idade, o que corresponde a 39,37% de cobertura vacinal. A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

 Ainda neste ano, foram aplicadas 20.299 doses da vacina tetraviral, que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela. O montante corresponde a uma cobertura vacinal de apenas 21,3%.

 

Sobre a pólio

Santa Catarina está livre da poliomielite desde 1990. Em 2018, até o momento, foram vacinadas 34.525 das 95.309 crianças menores de 1 ano de idade que devem receber a vacina da poliomielite, correspondendo a uma cobertura de 36,22%. Por isso, ainda é necessário vacinar 60.784 crianças.

Em 1994, o Brasil recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem. Portanto, é fundamental a manutenção das elevadas coberturas vacinais, acima de 95%.

A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.

A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

 

Outras considerações

As vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe, que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno.

A caderneta de vacinação é o único documento que precisa ser apresentado na hora de receber as vacinas contra o sarampo e a pólio. Mas, reforça-se que a perda desse documento não impede que crianças e adolescentes sejam vacinados. Para resgatar as informações contidas na caderneta de vacinação que foi perdida, basta procurar a unidade de saúde onde foram administradas as vacinas anteriores e solicitar a segunda via.

Última modificação em Segunda, 06 Agosto 2018 11:55